Será que deu resultado? O que mudou nos anúncios depois da RUUM

Dois cases da corretora Ingrid, da Refúgios Urbanos, mostram como a ambientação virtual mudou o comportamento das visitas, e acelerou decisões.

No mercado imobiliário, nem sempre o desafio está no imóvel. Muitas vezes, está na forma como ele é compreendido.

Depois de usar a tecnologia da RUUM, conversamos com a corretora Ingrid para entender como o Virtual Staging impactou suas vendas.

E surgiram dois exemplos claros de como pequenas mudanças na apresentação visual podem alterar completamente a percepção de um anúncio e seus resultados.

Em ambos os casos, o objetivo não era transformar o imóvel, mas tornar seu potencial evidente.


Quando o cliente não consegue interpretar o espaço

Segundo Ingrid, um dos obstáculos mais comuns nas visitas começa antes mesmo do agendamento.

O comprador avalia o que consegue entender nas imagens do anúncio. Quando essa leitura não acontece com facilidade, o interesse simplesmente não evolui.

"O cliente não conseguia se identificar e entender onde caberiam os móveis."
— Ingrid

Foi exatamente esse cenário que apareceu no primeiro imóvel.


Caso 1: um apartamento vazio que não comunicava seu potencial

Localizado na Vila Mariana, em São Paulo, o apartamento havia passado por uma obra que não foi finalizada pela proprietária. Apesar disso, o imóvel estava em ótimo estado e as imagens disponíveis tinham boa qualidade.

O problema era outro: o espaço estava vazio.

Sem referências visuais, os visitantes tinham dificuldade para compreender proporções, usos e possibilidades de layout. A configuração pensada pela proprietária não ficava clara para quem via o anúncio.

A ambientação virtual foi aplicada para inserir elementos simples (mobiliário, plantas e pontos de apoio visual) capazes de orientar a leitura do espaço.

O efeito foi imediato.

"Aumentou bastante o número de visitas. E a nossa cliente compradora veio através disso também."
— Ingrid
 

O imóvel foi vendido pouco tempo depois.

Mais do que uma mudança estética, o que aconteceu foi uma redução do esforço de imaginação exigido do comprador.


Caso 2: como reposicionar um imóvel antigo

O segundo exemplo foi carinhosamente apelidado como “o apartamento do armário azul”.

Localizado em um prédio icônico da década de 50, na Aclimação, o imóvel tinha características arquitetônicas marcantes, mas não conseguia gerar propostas relevantes.

A ambientação criada introduziu elementos com personalidade, incluindo o armário azul. Foram esses pequenos detalhes que ajudaram a mostrar como intervenções simples poderiam atualizar a percepção do espaço sem grandes reformas.

Após a publicação das imagens ambientadas, o perfil das visitas mudou.

Um público mais jovem passou a se interessar pelo imóvel, e em cerca de um mês surgiu uma proposta a partir das novas visitas.


O que os dois casos têm em comum

Embora diferentes entre si, os dois imóveis enfrentavam a mesma barreira invisível: a dificuldade do comprador em se projetar dentro do espaço.

Em um caso, faltava referência espacial. No outro, faltava identificação estética.

O Virtual Staging atuou como uma ponte entre o imóvel real e a decisão do cliente.

Não para alterar a estrutura dos apartamentos, mas para tornar suas possibilidades claras ainda na etapa do anúncio.


O aprendizado para o mercado imobiliário

Os relatos reforçam uma mudança importante no comportamento do comprador atual.

A decisão de visitar um imóvel acontece cada vez mais cedo, baseada quase exclusivamente na experiência visual online. Quando o anúncio exige esforço excessivo de interpretação, o interesse diminui antes mesmo do primeiro contato.

Ao facilitar essa leitura, a apresentação do imóvel deixa de ser apenas ilustrativa e passa a atuar como ferramenta comercial.

E quando isso acontece, o mercado responde — com mais visitas, novos perfis de interessados e decisões que avançam com mais rapidez.


 

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